quarta-feira, 1 de julho de 2009

Provavelmente neste exato momento em que escrevo até mesmo o cachorro do mendigo do tio do pai da formiga que vive nos territórios mais desabitados e sombrios do sul do pólo sul, já devem ter recebido a infeliz notícia da morte do rei do pop. Uma figura importante não só para a música, como para a dança, videoclipes, computação gráfica, moda, psicologia, medicina, dentre outros motes em que o cantor, compositor, bailarino e gênio Michael Jackson poderia ter sido discutido.

O que me instiga a escrever esse texto na verdade é a nostalgia que de “uma hora pra outra” - literalmente - me bombardeou. O poder dos meios de comunicação é tão penetrante que chego a ouvir vozes em minha mente dizendo: “(...) nunca mais vamos ter Michael de volta.”; “Médico acrescentou que levará de quatro a seis semanas para fechar o caso e definir uma causa final da morte do cantor.”; “Cause this is thriller. Thriller night.”; “A-B-C, it´s easy 1-2-3.”.

Milhões de rotinas se modificaram nesses marcantes dias 25 e 26 de junho de 2009. Noticiários exibiram trabalhadas reportagens, portais e blogs estão inteiramente imergidos no assunto, a vida de cada ser humano do planeta passou a girar em torno da morte do cantor. O que me deixa intrigado neste momento é a potência da globalização da comunicação, até então eu lia e estudava algo sobre, mas não havia sentido intensamente esse processo como estou sentindo agora, me deixa muito confuso e inquieto saber que um jovem de Jerusalém, um senhor de meia idade de San Diego e uma criança do norte de Tokio estão provavelmente na mesma situação que eu, uma situação singular de ter perdido um símbolo da musica pop, que deixa de ser somente um símbolo da musica pop americana, e torna-se já a algum tempo um símbolo mundial.

Um prodígio musical, e um talento para polémicas, Michael Jackson e toda essa repercussão é um fenômeno que pode ser discutido pela Semiótica, Teoria da Comunicação, Psicologia, dentre outras ciências humanas. Então como não tenho conhecimento o bastante para aprofundar com rigor e detalhes em cada linha de pensamento das ciências citadas, “concluo” meu hipertexto fazendo um convite aos mais entendidos a comentarem com suas teorias mais embasadas ou com singelas observações, o que quiserem não só sobre o exemplo que dá origem ao texto - Michael Jackson -, mas sobre esses sintomas atuais da sociedade global: o hibridismo cultural, a globalização e as novas tecnologias nos meios de comunicação.

Pedro Cunha

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