O Trabalho a que venho apresentar diz respeito à Globalização, um fenômeno Pós-Moderno, que atua numa escala global, abrangendo e atravessando países e suas respectivas fronteiras, conectando comunidades e organizações em combinações espaço-tempo- que transforma o mundo numa interconexão.
Um exemplo recente deste fenômeno foi o acidente aéreo com o vôo AF-447 da Air France, que ganhou notoriedade mundial ao ser veiculado nos diversos jornais e revistas, e em toda a mídia de forma geral. Tal repercussão da tragédia que matou 228 pessoas, entre eles os 12 tripulantes, um bebê, sete crianças, 82 mulheres e 126 homens, vem a mostrar-nos não só a tragédia em si, fato que certamente estamparia os principais jornais do mundo, mas a intrínseca teia a que estamos sujeitos nos dias de hoje.
Esta é a Globalização, que tem como características:
•A Compressão das distâncias temporais. No caso escolhido acima, todos os meios de comunicação de massas, vindo às primeiras informações, se aglutinaram em torno da notícia instantaneamente, nos diversos lugares do mundo (primeiro do centro para a periferia).
•A modernidade globalizante: o capital nunca permitiu determinação de fronteiras. Podemos aplicá-la à situação do acidente, em que a companhia aérea é francesa, portanto, de um país do primeiro mundo, o que significa dizer que o capital (dinheiro, riquezas) domina o mundo capitalista no qual vivemos. Se tivesse sido um acidente com um avião de Ruanda, certamente não teria causado o mesmo impacto no mundo. Não seria díspar dizer também que as maiores agências de notícias do mundo (AFP, Reuters) foram as primeiras a dar informações sobre o acidente, o que reafirma o poder do capital.
Outro aspecto verificado é a Modernidade, que reforça laços com os distantes, destruindo o espaço-tempo (aviões, carros). Por ironia do destino, foi um meio extremamente moderno e seguro (o avião) que originou toda a notícia (o acidente).
Por fim, temos as Identificações Globais que apagam as Identificações Nacionais, ou seja, o mundo está fragmentado culturalmente e efêmero nos seus valores. Podemos associar tal fato ao acidente com o avião da Air France pela “importância” dos passageiros que estavam na aeronave. Os “mais importantes”, claro, eram os franceses e os que ocupavam lugar de maior destaque social (status).
Concluindo, o mundo em que vivemos está balizado e referenciado pelos valores do capitalismo moderno (selvagem), ditado pelo consumismo e banalidade do ser humano a serviço da “máquina” ou Establishment. O que não quer dizer que o acidente aéreo não tenha sido trágico e doloroso, especialmente para as famílias das vítimas.
Márcio Frederico Mazoni
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