A construção de uma web, engloba hoje muito mais do que apenas informações disponibilizadas sobre um único elemento. Hoje são necessarias a inserção de toda uma rede de informações, para contextualizar e comprovar os pontos de determinado elemento em seu meio social, e mais que isso, no meio global.
Leva-se em conta, que determinado conteúdo está sendo disponível para bilhares de pessoas, essas que devem interagir com tais informações de acordo com a sua linguagem cultural e meio em que convive. Ou seja, ao se planejar um site, ou uma web, o criador já carrega a obrigação de inserir o conteúdo de forma fragmentada e não linear, mas interdependente dos pontos a serem abordados, para que seu navegador consiga absorver todas as informações intencionadas a serem transmitidas. Deve-se pensar na interação e possibilidades de leitura que cada interessado no conteúdo pode vir a ter, de acordo com estratégia desenvolvida pelo construtor do site de “prender” a atenção e manter o interesse da mesma no “pacote de informações ” que pretende ser passado.
Citando um exemplo de um site em construção de uma empresa de engenharia especializada em meio ambiente, as dúvidas latentes sobre a estruturação do conteúdo de forma em que aborde todos os assuntos que precisam ser abordados para que passe a idéia principal da empresa, seus conceitos, seus serviços, a forma em que os executa e a causa de venderem esse produto – obrigatoriedade e regularização de empreendimentos a serem projetados de acordo com as normas de condutas e leis municipais – já trazem por “querer existir” (o site), as questões da alta modernidade e cobrança da adaptação do “cidadão do mundo” às novas tecnologias e amplitude da informação.
Assim, vemos as tradicionais mídias e o modelo inicial de ciberespaço se chocarem com a crescente evolução e globalização tecnologica da informação, como a trasformação de textos em hipertextos e mídias em hipermídias.
Eugênio Sávio, um palestrante da semana da comunicação da Universidade Fumec, contou em palestra sobre fotojornalismo esportivo, sobre sua percepção de ter que acordar e adaptar seu trabalho às novas tendências mundiais. Nas olimpíadas de Pequim - China, Eugênio foi corresponente pela editora Abril e representante de uma edição especial sobre a mesma para o jornal O Tempo – nessa edição especial de O Tempo, apresentou a outra face das olimpíadas, senão as coberturas esportivas. Percebeu que apenas textos e fotografias, não seriam o bastante para representar tudo aquilo que estava vivendo, já que tinha acesso a tanta informação e tecnologia. Com isso o fotojornalista começou a filmar suas vivências dessa viagem e postar seus vídeos em um Blog – projeto paralelo que disponibilizava toda a rede de informações captadas ali. Com isso, somou ao seu trabalho o “pacote de informações” que aquele meio social estava oferecendo com determinado evento global, permitiu a interação e participação do leitor em absorver esse conteúdo da maneira em que o interessa-se, a romper com as barreiras de tempo e espaço, ou seja, tornou possível o acompanhamento ativo do espectador.
São inúmeros os exemplos que podem ser abordados para ilustrar a trajetória e amplitude que essa nova ordem mundial em ciberespaço alcançou na vida do homem contemporâneo e no seu dia-a-dia. Vemos que sem poder definir fronteiras e limites, vivemos obrigados a nadar junto com a maré, a fragmentar nossas idéias e englobar nossos pensamentos e planos, na execussão e apresentação de nossos trabalhos, conceitos e intenções.
Juliana Miari
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